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"Somente aquele que é senhor de si é livre - e ninguém é senhor de si se não agüenta nem olhar, sozinho, para dentro de seu próprio coração" Olavo de Carvalho
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Sexta-feira, Janeiro 21, 2005
Posted
20:26
by ADELICE LEITE DE GODOY
Meus resumos do "Six Great Ideas" (I)
Verdade
I) As diferenças entre um cético e um mentiroso:
O mentiroso acredita que a verdade existe e deliberadamente diz ao seu interlocutor o oposto dela.
O cético, não acredita que exista uma verdade.
A mentira é a negação consciente da verdade. O que se passa na cabeça do mentiroso não é correspondente ao que ele diz.
A falsidade de uma afirmação é a falta de correspondência entre o que se diz e a realidade.
Portanto, o sujeito pode fazer uma afirmação que é falsa, pois não corresponde à realidade, mas que na na cabeça dele, ele sinceramente acreditava que fosse verdadeira.
2) Formas amenas de ceticismo:
A primeira é dizer que "isto pode ser verdade para você, mas não para mim" - Subjetivismo
O fato de duas pessoas não concordarem se uma afirmação é verdadeira, não muda a verdade em si.
Ao tomar esta postura, é o mesmo que dizer que não há de fato uma verdade além daquilo que possa ser verdade para mim ou para você.
A segunda é dizer que "isto pode ter sido verdade um dia, mas hoje não é mais assim" - Relativismo
Neste caso, achava-se que uma afirmação era verdadeira e hoje acha-se o oposto então tem-se as seguintes possibilidades:
- ou antes não era verdade
- ou hoje não é verdade
- ou não é verdade nem ontem nem hoje e ainda não sabemos a respeito.
- ou houve uma mudança na realidade e a afirmação é verdadeira, se considerado a data na qual ela ocorria.
A terceira forma, à qual devemos prestar atenção:
- A verdade objetiva de uma afirmação pode não mudar, mas o nosso julgamento subjetivo a respeito desta afirmação sim.
- A quantidade de afirmações para as quais podemos dizer com certeza que são verdadeiras é muito pequena e a maior parte das afirmações caem
no "Reino da Dúvida" e portanto sujeitos a correções e alterações.
Terça-feira, Janeiro 18, 2005
Posted
20:56
by ADELICE LEITE DE GODOY
Imunidade
Nenhuma casta, nenhum grupo de pessoas é imune ao erro. Sempre que existe um conjunto de pessoas, a possibilidade do erro, bem como do sentimento de inveja, da ambição, da preguiça, da desonestidade, podem estar e estão presentes. Portanto, não existe grupo, seita, religião, partido político, universidade, país, ou o que quer que seja, contendo pessoas, que possa ser considerada imune a isto tudo.
É certo que alguns grupos são mais virtuosos que outros, mas tomar por base os ideais a partir dos quais um grupo se formou para desculpar seus erros, negligenciando a realidade e as ações deste grupo, na melhor das hipóteses é sinal de preguiça, na pior delas de desonestidade.
Da mesma forma, por mais adversa que seja uma situação, por mais difícil que tenha sido a infância ou a juventude de uma pessoa, ela pode trazer dentro de si o amor, a alegria, a esperança, a coragem.
Não tem homem imune ao pecado, nem imune à virtude. Os dois podem ocorrer na vida de qualquer ser humano e de qualquer grupo de pessoas.
Sábado, Janeiro 15, 2005
Posted
22:50
by ADELICE LEITE DE GODOY
Idealismo
Todo sistema ideal serve somente como padrão de comparação, mas não para a aplicação na realidade. Por isso são ideais.
Não está dentro da possibilidade humana controlar todos os aspectos aleatórios da realidade de forma que esta funcione dentro do modelo ideal previsto. E qualquer tentativa neste sentido, passa por ajustes no modelo ou desculpas esfarrapadas dos motivos pelos quais a realidade contradiz o modelo.
Posted
21:24
by ADELICE LEITE DE GODOY
História de Blog
Eu nunca tinha visto um blog. Parece estória de viciado, e de fato é mesmo. Eu tinha visto o da Fernanda, mas muito rapidamente e não tinha pescado bem qual era o lance de blog.
Então, um dia fiz uma busca no Google sobre o debate do Olavo de Carvalho e Alaor Caffé. E foi então que achei a descrição do debate no site Alexandrinas. E então descobri o site dos Wunderblogs.
Foi aí que começou o meu vício. Eu passei a ler blogs. A segunda etapa foi começar um blog, que é exatamente este. Mas o início foi meio ruim, meio chato, e não sabia muito bem o que dizer.
O terceiro passo do vício foi comentar o blog dos outros. E de repente, descobri o que dizer e para não ficar dizendo no blog dos outros, resolvi reiniciar este blog. Apaguei tudo o que eu tinha antes e vamos começar de novo. Desculpem os erros de julgamento. Sou nova nisso e o que relato aqui são as conclusões a que cheguei até o momento. Muitas delas permanecerão. Muitas delas, com certeza serão descartadas por terem sido equivocadas. Qualquer ajuda honesta será bem vinda. Qualquer desonesto que queira dar palpite, esqueça. Tão logo eu perceba sua desonestidade, você será ignorado.
Esta é a história deste blog.
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