"Somente aquele que é senhor de si é livre - e ninguém é senhor de si se não agüenta nem olhar, sozinho, para dentro de seu próprio coração" Olavo de Carvalho


























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Sem Testemunhas
Domingo, Julho 31, 2005

Tá bom, tá bom

Já sei que este meu quadro esquemático do post abaixo está péssimo. Vou tentar refazê-lo. Em breve irei corrigir.

10:28

Quinta-feira, Julho 28, 2005

Dezoito Anos, Ciência e Religião

A maior parte das pessoas que se iniciam na carreira científica o fazem ao entrar para uma Universidade, e no caso do Brasil, pública, aos dezoito anos de idade. As universidades públicas brasileiras são o coração da ciência do Brasil e embora havendo algumas iniciativas privadas, tais iniciativas são insignificantes em termos numéricos quando comparados à totalidade da ciência no nosso país.

É nessa mesma universidade que entramos aos dezoito anos de idade. É uma idade bastante infeliz para sermos iniciados no método científico. Apesar de termos condição intelectual para entendermos as inúmeras provas matemáticas que nos são colocadas, os tantos exercícios de grande dificuldade, falta-nos ainda maturidade, mas principalmente humildade.

Aos dezoito anos estamos no auge do vigor físico. As moças estão em sua plenitude, os moços são vigorosos. Temos força, temos boa aparência. Somos ovacionados pela sociedade. As pessoas nos olham, a sociedade nos aplaude, principalmente em virtude das conquistas recentes.

E em meio a isso tudo, nos são colocados problemas com um grau de dificuldade muito superior àqueles aos quais estávamos acostumados em nossa vida estudantil. E nós conseguimos resolvê-los. E no meio disso tudo, começamos a acreditar que quaisquer problemas podem ser resolvidos utilizando os métodos a que estamos sendo iniciados.

Ora, se tais métodos são capazes de resolver tantas coisas e se a ciência, nos dias de hoje, nos conduz a tantas melhorias, abarca tantas vertentes dos mesmos problemas, é possível que acreditemos que a ciência, em sua evolução, poderá explicar todas as coisas.

Existe no entanto um problema relacionado às condições de contorno dos problemas colocados.

Na figura abaixo, isto pode ficar um pouco melhor explicitado.



Nos últimos anos, o desenvolvimento científico tem sido tão intenso em determinadas áreas, que com certeza chega a nos surpreender. Tomemos por base uma ciência qualquer, a genética por exemplo. Supomos que tal ciência seja representada pelo círculo verde escuro. No primeiro quadro, temos uma representação quantitativa do conhecimento científico a cerca do assunto. Com o passar dos anos, tal conhecimento tem sido desenvolvido e podemos verificar um acréscimo da quantidade de "coisas" que se sabe a respeito do assunto.

O que contudo temos que ter em mente é se este conhecimento expande os limites de sua atuação. Pode a genética, através de estudos de DNA, chegar ao homem a partir do macaco?

O que eu quero explicitar um pouco aqui, sem tirar de forma alguma o valor da ciência, valor este inegável, é que temos tido uma tendência em acreditar que, porque aprendemos muito a cerca de vários assuntos, passamos a abarcar mais coisas, que nós tenhamos nos estendido para fora dos limites dentro dos quais estávamos trabalhando anteriormente.

Na realidade, o fato de aumentarmos o número de coisas conhecidas dentro de um limite de trabalho, não significa que seja possível extrapolar este conhecimento para fora dos limites do método, utilizando o método que somente funciona dentro dos limites.

Podemos brincar com isso, podemos fazer experiências mentais, podemos experimentar, tantas e quantas vezes quisermos. Isso faz parte da natureza científica. Mas, temos que ter a noção que isso está sendo somente experimentado. E que outros métodos podem e devem também ser experimentados e levados em consideração. Porque não levar em consideração a percepção humana de que existe mais coisa além da genética que separa o homem do macaco? Porque esta percepção deve ser ignorada se tal percepção é um fato existente? A genética não pode estar limitada a uma parte do conhecimento que explica o homem, enquanto uma grande parte é explicada por outros fatores externos à genética?

Porque toda vez que falamos a respeito disso, todos apelam para a Teoria da Evolução, uma teoria que do ponto de vista científico é tão consistente quanto o Criacionismo. Os métodos de prova da Teoria da Evolução utilizam sempre a própria teoria em sua prova, o que, qualquer cientista experimentado repudiaria se um aluno levasse prova semelhante sobre um assunto qualquer, como por exemplo, eletromagnetismo. Porque podemos levar em consideração tais extrapolações e não podemos considerar nossa percepção de que "tem algo que não cheira bem nisso".

Por causa deste ambiente hostil a qualquer outra coisa que não possa ser "provado", existe um natural afastamento do jovem ingressante na universidade científica de qualquer questão que possa ter uma mínima concentração do que chamaríamos "questão de fé".

Portanto, quaisquer questões que não se enquadrem dentro das provas e subprovas são consideradas ainda não descobertas. Mesmo que você tenha a percepção exata do que está acontecendo. Eu olho o chimpanzé e sei que eu tenho muito mais que 3% de diferença entre eu e ele. Mas isto é considerado uma "questão de fé", porque a genética determinou o DNA do macaco e disse que nós dois diferimos em apenas 3%. Então, se a ciência não explicou, não existe. É fé.

Sendo assim, o jovem acaba cada vez mais afastando quaisquer "questões de fé" que porventura ele tenha, até que depois sobre somente a frieza científica. Evidentemente, não são todos os ingressantes que se afastam totalmente da sua fé, da sua religião. Alguns buscam adaptar sua religião aos novos parâmetros, criando conceitos e idéias para compatibilizar tudo isso dentro de sua cabeça. Desta aproximação, originam-se as "Teologias da Libertação". Outros procuram esconder-se, ou seja, continuam acreditando e criando duas vidas completamente separadas, dois homens diferentes. O homem-trabalho e o homem-pessoal. O primeiro não fala sobre religião, não se expressa de qualquer outra forma que não possa ser entendida e explicada por equações e esquemáticos (vício que podemos ver evidenciados por este texto mesmo, que tem um esquema explicativo). O segundo, vive sua vida e utiliza-se de seu trabalho como seu ganha-pão, mas que desconecta-se da sua vida cotidiana.

Juntar as duas metades depois que você as descolou, não é tão simples assim. Dá um trabalho danado.

20:43

Terça-feira, Julho 12, 2005

Realidade

Quer sair do sonho e voltar para a realidade? Tenha filhos. Nada traz você à realidade tão rapidamente quanto fraldas para trocar, mamadeiras para fazer. Ah, tem os beijos infantis. Estes últimos dão oportunidade para você voltar para o sonho.

13:42

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