Sem Testemunhas

Sexta-feira, Janeiro 27, 2006


Classificando Corretamente o Capital

Acabei de chegar da livraria FNAC. Fui ver alguns livros na área de gestão organizacional. Os livros estavam em uma estante chamada de Administração. Logo ao lado, tinha a estante de economia e lá estava "O Capital".

Caramba, localização errada. Como pode este livro estar na estante de economia, logo ao lado de estantes de Administração e Negócios. Qualquer negócio vai a falência, se chegar perto deste livro.

Acho que deveríamos colocar este livro na estante correta: "Crenças e Religiões". Sem demérito para as religiões, evidentemente. Mas só dá para classificar por aí.


Domingo, Janeiro 22, 2006


Eh, Que Ajuda

A quantidade de crimes e suspeitas de crimes já cometidos pela Presidência da República é tão grande, que se fosse qualquer oponente do PT, estaria com certeza sendo massacrado por todos os lados.

Desde pirataria até pesca ilegal (com molinete que é proibido - neste caso a primeira dama e não o Lula), sem falar nas inúmeras suspeitas existentes de roubos, finaciamento de campanha com recursos externos ao país, caixa dois, evasão de divisas. Enfim, é tanta bagunça envolvendo o cargo máximo e o partido do presidente, que não é possível entender como não acontece nada.

Mas, enganam-se aqueles que acham que o PT e o LULA tem oposição neste país. Quem mais tem ajudado o LULA, aliás desde a campanha à Presidência da República, tem sido o PSDB. O PSDB na figura do José Serra, não fez nada do que podia para impedir a eleição de LULA. O PSDB não fez nada para levar a punição aos que estão roubando o país descaradamente. A única coisa que vimos do PSDB foram gritos inflamados de Arthur Virgílio na tribuna. Confesso que até me animei. Mas, sou ingênua e otimista. O PT não tem oposição e sim aliados. E dentre eles, o maior deles é o PSDB.


Quinta-feira, Janeiro 19, 2006


Sobre Algumas Besteiras

Um amigo do meu marido costumava dizer para as pessoas quando pronunciavam uma besteira:

- Você pensou isso sozinho? Não, porque para pensar uma besteira dessas sozinho é difícil! Acho que você teve ajuda.

Nesta discussão toda sobre aborto, tem cada argumento que realmente me dá vontade de soltar a questão acima.

Mas o que tenho visto de pior, vêm das questões relacionadas às idéias do Peter Singer e de seus infelizes seguidores. Como não li Peter Singer, não posso fazer uma análise do que ele disse e já afirmei que não vou lê-lo antes de ler tudo o que eu tenho do Mário Ferreira. Como eu tenho muitos livros do Mário Ferreira e comecei a leitura agora, então vai ser difícil ler sobre este sujeito. Mas, já tenho uma idéia do que se trata, pelos comentários absurdos que tenho visto a respeito.

Posto então um comentário da Miss Veen, no site dela, quando este ainda estava ativo. Infelizmente ela o descontinuou. Mas afinal, muito egoísmo meu querer que ela continuasse com seu site, só porque eu gosto de lê-lo não é?

Enfim, segue abaixo, o link que segue para o mês que contém o artigo. Procure por Dia 14 de Dezembro. Lê porque é bom demais. Coloco abaixo uma amostra. Para ler o restante, só clicar no link.

Totalmente beautiful, as baleias do oceano

Fui ler uns artigos do Peter Singer, o famoso professor de bioética e defensor dos direitos dos animais, para ver se ele era mesmo essa cocada toda.

Li um monte. Ele é essa cocada toda. Defende infanticídio de crianças com problemas congênitos porque eles podem trazer sofrimento para os pais. Usa argumentos parecidos com os dos defensores da eutanásia: o sujeito é incapaz de decidir sobre seu próprio futuro, coitado; então vamos decidir por ele (não é lógico?); desliga tudo aí, porque a tia Genoveva não suporta mais ver o marido sofrer. Não, não, o Singer não está só preocupado se a criança, coitadinha, nasceu com síndrome de Down e não tem "poder para decidir sobre o seu futuro" (e é melhor que ela morra para não causar constrangimento aos pais super-sensíveis e aos coleguinhas da natação), que é o que ele advoga como referência máxima para as questões como aborto, infanticídio e eutanásia. Ele está também preocupado com o sofrimento da família. Pois eu acho que a criança, se não estivesse em coma e soubesse da família banana que tinha, para quem o sofrimento físico dela é insuportável a ponto de preferir a criança morta, ia querer é morrer, mesmo. Pode me matar, papai. Melhor morrer que ter uma família tão singela e sensível como a do senhor. Singer, como muitos defensores dos direitos dos animais, acha que essa coisa de superioridade moral dos seres humanos é uma conversa para boi dormir e virar hambúrguer. Daí não achar nada de mais se fulano quer experimentar novas posições com a ovelhinha mais fofa de seu rebanho. Eu também não acho nada de mais. Quero é que fulano experimente aquela lã toda lá no canto dele e não me amole, e principalmente não tenha a idéia de fazer a Parada do Orgulho dos Amantes de Ovelhas. Sicrano quer expandir seu leque de experiências sexuais com golfinhos? Que expanda. Só não me peça para achar a pessoa normal e deixar ela sozinha no mesmo recinto que os meus gatos.

Mas o Singer acha que anormal, digo, imoral é a comedora de carne aqui. Imoral sou eu, que acha engraçado tanta gente sensível para os maus tratos a animais incensarem o Singer, o cara que defende aborto, eutanásia e infanticídio com base no argumento de que o ser em questão não tem como decidir seu futuro (ué, meus gatos têm?), não tem consciência de si (conceito convenientemente elástico) e não raciocina (sabe, às vezes me parece que a atividade cerebral fetal é mais "racional" que todos os artigos do Singer juntos). Chuchuzinho, esse Singer. Mais chuchuzinhos são os ativistas todos. Tanto argumento mais decente para usar e vão logo no Singer. Deve ser a velha coisa de que sensibilidade demais e bons sentimentos demais acabam deixando a pessoa meio burrinha
.


Segunda-feira, Janeiro 16, 2006



Banhistas detêm e espancam ladrão em Ipanema

Esta notícia demonstra o que começa a acontecer, quando existe omissão.

Os governantes do nosso país, praticamente em todas as esferas, federal, estadual e municipal, estão sendo omissos quanto à questão "Segurança Pública". A sociedade já demonstrou, tanto em pesquisas de opinião, como no resultado do plebiscito do Desarmamento que este é o problema que mais a preocupa.

No entanto, nenhum governante assume o papel de atacar o problema de frente, agindo como pede a sociedade. A mim, parece que estão mais preocupados em dar satisfações às ONGS que berram "direitos humanos" e "a sociedade é culpada" que aos cidadãos que os elegem.

Mas o limite da tolerância popular está sendo ultrapassado. Vimos inúmeras situações, na própria TV, de humilhações sofridas por banhistas, frente aos menores infratores. Ainda lembro de uma senhora, que um grupo de menores assaltou e como se isso não bastasse, tiraram-lhe a parte superior do biquini, deixando-a semi-despida, em plena praia.

Assim como eu, muitas pessoas estão vendo isso e guardando em sua memória. O resultado é a atitude descrita acima na reportagem, com uma variante: neste caso a polícia apareceu para evitar o pior, mas no caso da senhora, o policial que estava perto, nada fez.

E diante de tamanho cansaço e tamanho ódio que se forma dentro das pessoas pela impunidade, coisas absurdas poderão começar a acontecer, como um menor ser morto por um crime imbecil, como roubar uma simples correntinha.


Domingo, Janeiro 15, 2006


Claro que é do cara

"O maior escândalo intelectual de todos os tempos é a fraude constitutiva da modernidade, que, excluindo do exame todos os fatos que não tenham uma explicação materialista, conclui que todos os fatos têm uma explicação materialista."

Beleza, hein!

Quando eu era estudante de graduação, muitas vezes fazíamos experiências de laboratório, que pretendiam que comprovássemos a validade de alguma lei. Se nós fizéssemos tudo conforme o roteiro, era possível que obtivéssemos uma correlação em torno de 95%. Mas, como estudante está sempre no mundo da lua, chega atrasado, quer ir embora mais cedo ou tomar cerveja na cantina, nem sempre os dados eram suficientemente bons.

O que a gente fazia? Se um ponto estivesse atrapalhando o resultado, a gente ignorava o ponto ou dava uma alteradinha. Às vezes, o mesmo era feito se a correlação fosse muito boa. O argumento era: putz, tá batendo direitinho. O professor vai achar que a gente mudou o resultado.

Devo mencionar que nem todos estudantes comportam-se desta forma. Existem estudantes sérios que levam tudo, muito, muito a sério. Mas em geral, sendo benevolente, não passam de 5% da turma.

Para ilustrar eu tenho duas estorinhas:

Uma delas foi justamente na graduação. Eu fui fazer o relatório e tinha um ponto muito fora da curva. Eu simplesmente não reportei o ponto, pois achei que tinha errado no experimento e que o ponto estava muito fora.

Contudo, nossa professora tinha o hábito de solicitar os dados do experimento, logo após o término. E ela tinha estes dados e inclusive este maldito ponto.

Ao comentar nosso relatório, a primeira pergunta foi: o que vocês fizeram com o primeiro ponto? Dissemos que havíamos desprezado porque era muito ruim. Levamos o maior sabão: vocês podem desprezar os pontos, mas não assim arbitrariamente, sem verificar primeiro, né pessoal.

Mas a segunda é muito melhor e aconteceu ainda no colégio técnico. A professora resolveu que a classe iria levantar a curva de solubilidade de um sal (acho que era Nitrato de Potássio, mas não lembro bem). Cada uma das doze equipes faria o experimento à uma temperatura diferente e depois iríamos compartilhar o resultado para levantarmos a curva de Solubilidade X Temperatura.

O fato é que o sal em questão era produto controlado pelo exército e estava em falta e foi substituído por outro (Nitrato de Sódio, se não me lembro, ou sulfato de sódio). O fato é que os sais em questão apresentavam curvas opostas. Enquanto, um deles tinha sua solubilidade aumentada pelo aumento de temperatura, o outro apresentava uma perda de solubilidade, quando a temperatura era mais quente.

A classe toda esperava o resultado que estava planejado para o primeiro sal, mas com a subsituição, os resultados inverteram-se completamente.

Nós, os espertos, no auge da nossa sabedoria dos quinze anos, ao invés de pensarmos que tinha algo errado, começamos a cogitar mudar os dados. Fizemos uma reunião da classe inteira. O objetivo era decidir (pasmem!) se todas as turmas iriam "adaptar" os seus dados para ficar coerente com a teoria ou se iríamos colocar os valores reais e ver o que ia acontecer. De fato, algumas pessoas levantaram a questão que provavelmente alguma coisa estava errada, e diante de tamanha discordância, era mais prudente levar o caso à professora.

Na aula seguinte, quando pretendíamos colocar o assunto para a professora, ela adiantou-se, explicando o que estava acontecendo.

Imagine só, o carão de todos nós, entregando valores acochambrados. Ia ser uma das maiores vergonhas registradas na escola.

Bom, apesar de sermos ainda adolescentes, uma vez que vimos o caso, tivemos noção exata da vergonha que teria sido, se tivéssemos optado pela mentira e pela acochambração.

Hoje em dia, tem gente velha que acochambra e nem vergonha sente.


Sábado, Janeiro 14, 2006


O Sal da Terra

O livro contém respostas tão esclarecedoras, sobre tantos assuntos com os quais nos defrontamos todos os dias, muitas vezes inclusive na forma de questionamentos. Mas estas duas últimas perguntas e respostas do livro foram as que eu mais gostei.

Pergunta de Peter Seewald: Gostaria, neste contexto, de lhe fazer uma última pergunta. Qual é, Senhor cardeal, a verdadeira história do mundo? E o que Deus realmente quer de nós? O senhor uma vez escreveu: "A História está marcada pelo confronto entre o amor e a incapacidade de amar, pela desertificação das almas que surge onde o Homem só é capaz de reconhecer os valores quantificáveis como valores e como realidade. (...) Essa destruição da capacidade de amar gera o tédio mortal. É o envenenamento do Homem. Se vingasse, o Homem e com ele o mundo seriam destruídos."

Resposta do Cardeal: Apoiei-me, nesse ponto, em Santo Agostinho, que, por sua vez, recorre à tradição catequética cristã precedente que representou toda a História como uma luta entre dois Estados, entre duas comunidades de cidadãos. Goethe retomou esta concepção e disse que a História é, no seu todo, uma luta entre a fé e a incredulidade. Santo Agostinho fez uma interpretação um pouco diferente, dizendo que é uma luta entre dois tipos de amor, entre o amor a Deus até a renúncia de si mesmo e o amor a si mesmo até a negação de Deus. Apresentou, portanto, a História como um drama da luta entre dois tipos de amor. Procurei precisar um pouco mais esta idéia ao dizer que o movimento contrário, na realidade, não é outro amor; nem merece o nome de amor, mas é a recusa do amor. A História é, no seu todo, a luta entre o amor e a incapacidade de amar, entre o amor e a recusa do amor. É o que, atualmente, voltamos a viver, quando a independência do Homem é levada a ponto de ele dizer: não quero amar, porque então me torno dependente, o que contraria a minha liberdade.

Na realidade, o amor significa que se depende de alguma coisa que talvez me possa ser tirada e, por isso, traz um enorme risco de sofrimento para a minha vida. Daí vem a recusa pronunciada ou não pronunciada: prefiro não amar a ter de me expor constantemente a esse risco, a ser limitado na minha determinação de mim mesmo, a depender do que não depende de mim e a poder, por isso, precipitar-me de repente no nada. A decisão que parte de Cristo é, contudo, outra: sim ao amor, porque só o amor, precisamente com o risco de sofrimento e de perda de si mesmo que envolve, leva o Homem a si próprio e torna-o o que ele deve ser.

Penso que esse é, realmente, o verdadeiro drama da História; na multiplicidade das frentes contrapostas umas às outras, a História pode ser reconduzida, em última análise, a esta fórmula: sim ou não ao amor
.

Pergunta de Peter Seewald: E o que Deus realmente quer de nós?

Resposta do Cardeal: Quer que nos tornemos pessoas que amam, porque então somos imagens d'Ele. Porque Ele é, como nos diz São João, o amor, e quer que haja criaturas que sejam semelhantes a Ele; criaturas que, a partir da liberdade do seu amor, se tornem como Ele e Lhe pertençam e, desse modo, irradiem, por assim dizer, a luz d'Ele mesmo.


Quinta-feira, Janeiro 12, 2006


Maneiras para Atendimento a Telemarketing

Estava conversando ontem com um amigo de trabalho sobre efetividade da utilização de telemarketing e logo começamos a reclamar dos telefonemas que recebemos. Sempre que este assunto sai, aparece ou uma piada ou um método novo de como se livrar dos telefonemas.

Eu sou direta:

Operador: Oi, gostaria de falar com a Sra sobre o nosso produto.
Eu: olha, sinto muito, mas eu não atendo este tipo de telefonema em casa à noite.

Se for em uma manhã de sábado, é "este tipo de telefonema de fim-de-semana". E eu adapto a mesma frase sempre.

Meu amigo

Operador: Oi, gostaria de falar com a Sr sobre o nosso produto.
Meu amigo: ah, pois não.
Operador: Pois então, nossa promoção...
Meu amigo cortando o operador: alô? alô? alô? Ué, deu problema, o que será que tem o telefone...

Não sei se é efetivo ou se a pessoa não volta a ligar depois (esqueci de perguntar).

Meu marido

Operador: oi, gostaria de falar com Sr. "Fulano"?
Meu marido (que é o Sr Fulano - não quero por nomes aqui): olha ele viajou, viu!
Operador: o Sr sabe quando ele volta?
Meu marido: olha num sei, viu. Acho que daqui um mês.

É efetivo por um mês.

Restam ainda algumas outras opções. Mas tem um episódio do Seinfeld (The Pitch), que é narrado assim:

Jerry: Hello.
Tel: Hi, would you be interested in switching over to TMI long distance service.
Jerry: Oh, gee, I can't talk right now. Why don't you give me your home number and I'll call you later.
Tel: Uh, I'm sorry we're not allowed to do that.
Jerry: Oh, I guess you don't want people calling you at home.
Tel: No.
Jerry: Well now you know how I feel. [Hangs up]

Esta eu acho muito boa!


Segunda-feira, Janeiro 09, 2006


Meus Livros e o Diogo Mainardi

Há mais de seis meses estou para arrumar uma estante de livros em casa. Os livros estavam já empilhados em uma prateleira, e a pilha só ia aumentando. Então, ontem decidimos: vamos arrumar os livros e catalogá-los para sabermos o que temos.

A operação parece simples, mas é engraçado porque você começa de um jeito e a cada livro que aparece, o processo muda, porque você não tinha previsto aquele livro.

Eu comecei arrumando por autor e períodos. Comecei colocando todos os livros do mesmo autor junto. Mas o problema é que às vezes um autor tem um livro pertencente à uma coleção e outro não. Daí que fica feio na estante. Resolvi então colocar as coleções juntas, que além de ficar mais bonito, fica também mais fácil de achar (na realidade, esta idéia não foi minha mas do marido).

Para catalogar, criamos categorias próprias de forma que para nós fique claro onde estaria o livro. Mas alguns livros são difíceis de colocar em uma categoria própria. Por exemplo, o livro "O Senhor dos Anéis" é um clássico ou não? Posso colocá-lo ao lado do Victor Hugo? Ou devo colocá-lo ao lado do "Documento Holcroft"?

Mas a parte mais engraçada ficou quando encontrei o livro do Diogo Mainardi. O livro simplesmente não cabia em nenhuma das nossas categorias. Pensei em escrever para ele e perguntar em qual categoria ele queria que eu pusesse seu livro. Depois, pensei em criar uma nova categoria de jornalistas brasileiros, mas desta forma eu teria que reclassificar outros livros para esta categoria e ele ficaria ao lado do livro do Luis Nassif . Achei que isso era no mínimo irônico.

Depois de pensar onde colocaria o livro, meu marido olhou para mim e disse:

- Ei, o livro do Mainardi não é nosso, é do meu irmão.

Que alívio! Resolvi meu problema, rapidinho, rapidinho. Coloquei na pilha de livros a serem devolvidos que já contava com uns vinte volumes.


Terça-feira, Janeiro 03, 2006


O Sal da Terra



O livro é uma série de perguntas direcionadas ao Cardeal Ratzinger, quando ainda Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

Confesso que até eu mesma tinha uma imagem do Cardeal Ratzinger como sendo uma pessoa "dura". Esta imagem foi abolida da minha mente após a leitura do Sal da Terra.

Vale a pena.


Home